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SECRETÁRIOS MUNICIPAIS DE CIANORTE VÃO TRABALHAR OU BRINCAR DE CHEFES DE PRIMEIRO ESCALÃO?

há 5 horas
7 min de leitura

Prefeito Marco Franzato teria dado uma dura bronca em seu secretariado durante reunião realizada nesta terça-feira (27), chegando a mencionar a possibilidade de exonerações. Diante dos problemas acumulados na Saúde, Educação e Obras, a pergunta é inevitável: faltam recursos, competência, gestão ou coragem para trocar quem não entrega resultados?


Por Marcio Nolasco — Analista de Políticas Públicas | Editor-chefe do Portal BSB2.com.br


Parece que a paciência do prefeito de Cianorte, Marco Franzato, está chegando ao limite com parte de seu próprio secretariado. E, convenhamos, motivos para insatisfação não faltam.


Segundo informações recebidas pelo Portal BSB2, durante uma reunião realizada na Prefeitura nesta terça-feira, 27 de outubro de 2026, o prefeito teria dado uma verdadeira bronca em seus secretários municipais, demonstrando descontentamento com o desempenho de integrantes do primeiro escalão e chegando a mencionar a possibilidade de afastar alguns deles dos cargos.


O conteúdo da reunião ainda não foi confirmado oficialmente pela Prefeitura. Mas o relato, caso confirmado, revela algo que há tempos merece ser discutido: a máquina pública municipal está entregando à população os resultados que deveria?


Afinal, quem aceita ocupar uma secretaria municipal precisa compreender uma regra elementar da administração pública:



SECRETARIA NÃO É PRÊMIO POLÍTICO. NÃO É CABIDE DE PRESTÍGIO. NÃO É LUGAR PARA ACOMODAÇÃO. É LUGAR DE TRABALHO, RESPONSABILIDADE E RESULTADOS!


E, quando os resultados não aparecem, alguém precisa responder por isso.


SAÚDE: A POPULAÇÃO SOFRE ENQUANTO A GESTÃO ACUMULA QUESTIONAMENTOS


Comecemos pela área que talvez represente um dos maiores desafios da atual administração: a Saúde.


O Portal BSB2 vem divulgando sucessivas reclamações envolvendo filas por especialistas, dificuldades no atendimento, denúncias de falta de materiais básicos nas unidades, problemas estruturais e insatisfação de profissionais.


Um exemplo recente é a Unidade Básica de Saúde da Vila 7, entregue em abril de 2026, com investimento superior a R$ 1,5 milhão, e que, apenas seis meses depois, passou a ser alvo de denúncias de infiltrações, rachaduras e deterioração de acabamentos.


Como explicar tamanho desencontro entre o dinheiro investido e os problemas relatados?


Quem planejou? Quem fiscalizou? Quem recebeu a obra? Quem deveria estar acompanhando tudo isso?


E mais: quando milhares de cidadãos dependem do SUS, não basta que a secretaria apresente justificativas administrativas ou anuncie providências futuras.


O cidadão quer atendimento. Quer médico. Quer medicamento. Quer exames. Quer uma unidade funcionando.


Não quer desculpas!


Se existem dificuldades financeiras, administrativas ou contratuais, elas precisam ser demonstradas com transparência. Mas a população também tem o direito de saber quais soluções estão sendo executadas e quais gestores respondem por sua implementação.


Secretário que não consegue resolver problemas precisa, no mínimo, demonstrar que sabe administrá-los e apresentar um plano concreto para superá-los.


EDUCAÇÃO: NÃO BASTA TER ESCOLAS, É PRECISO GARANTIR QUE A ESTRUTURA FUNCIONE


Na Educação, o cenário também exige atenção.


O portal tem recebido relatos e reclamações sobre dificuldades no transporte escolar, condições de trabalho de servidores, manutenção de veículos e problemas operacionais que interferem na rotina da rede municipal.


Não se trata de desconsiderar o trabalho de professores, motoristas, auxiliares e demais profissionais que sustentam diariamente a educação pública.

Pelo contrário!


É justamente em respeito a esses trabalhadores que a direção administrativa precisa demonstrar eficiência.


Não é aceitável que servidores tenham de enfrentar repetidamente dificuldades estruturais enquanto os responsáveis pelas decisões permanecem sem apresentar soluções duradouras.


Secretário municipal não foi nomeado apenas para participar de reuniões, assinar documentos e aparecer em solenidades.


Foi nomeado para administrar uma estrutura complexa, antecipar problemas, cobrar resultados e fazer o serviço funcionar.


Quando isso não acontece, é dever do prefeito perguntar por quê.


E, se as respostas não convencem, é dever dele agir.


OBRAS: CIANORTE PRECISA DE GESTÃO NAS RUAS, NÃO APENAS DE DISCURSOS


Outro setor que merece uma cobrança rigorosa é a Secretaria Municipal de Obras e Serviços Públicos.


Buracos nas ruas, manutenção urbana, conservação dos espaços públicos, infraestrutura e intervenções que se arrastam são assuntos que afetam diretamente a vida dos moradores.


E aqui cabe uma pergunta bastante objetiva:


De que adianta anunciar obras, investimentos e projetos se os problemas cotidianos continuam exigindo providências?


Uma secretaria eficiente precisa trabalhar com planejamento, prioridades, fiscalização e cumprimento de prazos.


Não pode depender permanentemente de reclamações, pressão popular ou exposição na imprensa para identificar aquilo que precisa ser resolvido.


E existe outro ponto fundamental: gastar dinheiro público não é, por si só, sinônimo de administrar bem.


O que mede a qualidade da gestão é o resultado efetivamente entregue à população.


PREFEITO, BRONCA NÃO RESOLVE. DECISÃO RESOLVE!


Se o prefeito Marco Franzato realmente demonstrou irritação com seu secretariado na reunião de 27 de outubro, há uma questão política que merece ser enfrentada.


Por que somente agora?


Os problemas não surgiram ontem.


As reclamações da população não começaram nesta semana.


As dificuldades na Saúde, Educação e Obras vêm sendo discutidas há meses, algumas há muito mais tempo.


Portanto, se existem secretários que não correspondem às expectativas da administração, por que continuam ocupando funções tão importantes?


É preciso lembrar que a nomeação de um secretário municipal é uma decisão política e administrativa do chefe do Executivo.


O prefeito escolhe seus auxiliares, estabelece prioridades, pode exigir desempenho e, respeitadas as normas legais, substituir os ocupantes desses cargos.


Isso significa que o problema não termina na mesa de um secretário.


A responsabilidade política pela equipe é, em última instância, do próprio prefeito.


E ninguém pode administrar uma cidade transferindo indefinidamente a responsabilidade pelos resultados aos subordinados.


Quem comanda precisa cobrar.


Quem cobra precisa acompanhar.


E quem acompanha precisa decidir.


SERÁ QUE ALGUNS SECRETÁRIOS SE ACOMODARAM NO CARGO?


Essa é uma pergunta que precisa ser feita sem rodeios.


Será que alguns integrantes do primeiro escalão já perderam o ritmo de trabalho?


Será que há secretários mais preocupados em preservar seus cargos do que em resolver os problemas de suas pastas?


Será que a estabilidade política proporcionada pela confiança do prefeito acabou produzindo acomodação administrativa?


São questionamentos legítimos, que devem ser respondidos com avaliações de desempenho, indicadores e resultados, não com especulações sobre a conduta individual de agentes públicos.


Mas uma coisa é certa: cargo de confiança não pode se transformar em cargo de conforto.


Quem ocupa o primeiro escalão recebe remuneração dos cofres públicos para assumir responsabilidades administrativas relevantes.


Não está fazendo favor à cidade.


Está cumprindo uma obrigação.


E, se não consegue desempenhar adequadamente essa obrigação, a permanência no cargo deve ser reavaliada.


UMA PREFEITURA NÃO PODE VIRAR CLUBE DE AMIGOS


Publicidade:


Existe um erro que pode comprometer profundamente qualquer administração municipal: confundir confiança pessoal com competência de gestão.


É natural que prefeitos escolham pessoas de sua confiança para compor o primeiro escalão. Mas confiança, sozinha, não resolve fila de atendimento, não conserta ônibus escolar, não recupera asfalto e não melhora o funcionamento dos serviços públicos.


A administração exige conhecimento técnico, capacidade de liderança, planejamento, experiência e disposição para enfrentar problemas.


Amizade não é qualificação profissional. Fidelidade política não substitui capacidade administrativa. E indicação não pode valer mais do que resultado.


A população de Cianorte não precisa saber quem é amigo de quem dentro do Paço Municipal.


Precisa saber quem está trabalhando, quais metas estão sendo cumpridas e o que será feito com aqueles que não conseguem entregar o esperado.


E AGORA, PREFEITO MARCO FRANZATO: VAI ARRUMAR A CASA OU DEIXAR TUDO COMO ESTÁ?


O momento político também não é dos mais confortáveis para o prefeito.


Na sessão de 26 de outubro, a Câmara Municipal derrubou, por unanimidade, um veto de Marco Franzato relacionado à gestão da CAPSECI. A decisão demonstrou que até vereadores tradicionalmente alinhados ao Executivo podem contrariar a posição do prefeito em pautas relevantes.


Em um ambiente político assim, uma administração que apresenta dificuldades na prestação de serviços não pode se dar ao luxo de manter problemas internos sem solução.


Se a insatisfação do prefeito com seus secretários for real, ela precisa produzir consequências administrativas concretas.


Não estamos defendendo demissões indiscriminadas ou trocas motivadas por conveniências políticas.


Estamos defendendo algo muito mais simples: avaliação séria de desempenho, metas transparentes, responsabilização e substituição daqueles que, comprovadamente, não apresentam condições de conduzir suas pastas com eficiência.


O prefeito precisa mostrar se está disposto a reorganizar sua equipe ou se a suposta bronca ficará apenas como mais um episódio de bastidores.


Porque uma coisa é chamar secretários para uma reunião e elevar o tom da voz.


Outra, muito diferente, é reorganizar uma administração e fazer a cidade funcionar melhor.


O RECADO FINAL: QUEM NÃO ENTREGA RESULTADOS NÃO PODE TRATAR O CARGO COMO PROPRIEDADE PARTICULAR


Cianorte não precisa de secretários decorativos.


Não precisa de gestores que se escondam atrás da burocracia.


Não precisa de autoridades que confundam cargo público com status social.


Precisa de pessoas preparadas, comprometidas e capazes de enfrentar problemas reais.


É evidente que nem todos os secretários devem ser colocados no mesmo patamar. Há profissionais que podem estar trabalhando seriamente, apesar das limitações existentes. Uma avaliação justa precisa reconhecer os bons resultados e identificar as responsabilidades pelos problemas.


Mas também não é possível aceitar que dificuldades persistentes sejam naturalizadas como se fossem parte inevitável da administração.


O cidadão paga impostos. Os servidores precisam de condições adequadas. As famílias dependem dos serviços municipais.


E os secretários precisam responder pelo desempenho de suas pastas.


Prefeito Marco Franzato, se chegou o momento de arrumar a casa, então arrume!


Faça uma avaliação criteriosa de seu secretariado. Exija resultados. Estabeleça prazos. Divulgue metas. Corrija os erros. E, se necessário, promova mudanças.


Porque, no fim das contas, quem paga o preço por uma secretaria mal administrada não é apenas o prefeito.


É a população inteira.


E FICA A PERGUNTA QUE NÃO QUER CALAR: OS SECRETÁRIOS MUNICIPAIS DE CIANORTE VÃO TRABALHAR PARA RESOLVER OS PROBLEMAS DA CIDADE OU CONTINUAR BRINCANDO DE CHEFES DE PRIMEIRO ESCALÃO?


A Prefeitura precisa de gestão. Cianorte precisa de resultados.


E A PACIÊNCIA DA POPULAÇÃO NÃO É INFINITA! NEM A DO PREFEITO!


Nota editorial: As informações sobre o teor da reunião de 27 de outubro foram relatadas ao Portal BSB2 e não tiveram confirmação pública independente localizada até o fechamento deste texto. O espaço permanece aberto ao prefeito Marco Franzato e aos secretários municipais para esclarecimentos, manifestações e apresentação dos resultados de suas respectivas pastas.


Marcio Nolasco

Analista de Políticas Públicas — ENAP

Editor-chefe do Portal BSB2 — Bisbilhoteiro www.bsb2.com.br

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