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INACREDITÁVEL, VERGONHA SEM VISÃO PARA A SAÚDE DE CIANORTE!

há 22 horas
6 min de leitura

A ATUAL ADMINISTRAÇÃO PUBLICA DE CIANORTE AO QUE PARECE NÃO QUER TRATAR A SAÚDE DA POPULAÇÃO!


Com mais de 4.400 pacientes aguardando consulta com oftalmologista, Prefeitura de Cianorte teria recusado a vinda de uma carreta do Ministério da Saúde que poderia oferecer consultas, exames e até cirurgias de catarata. A justificativa relatada? O município não teria condições de receber a estrutura. Afinal, o que está acontecendo com a gestão da saúde pública de Cianorte? IMCOMPETÊNCIA?



Por Marcio Nolasco | Analista de Políticas Públicas – Editor-chefe do BSB2


Há situações na administração pública que ultrapassam os limites da incompetência administrativa e exigem explicações urgentes. O que teria ocorrido em Cianorte, no Paraná, com a possibilidade de receber uma carreta oftalmológica do Ministério da Saúde é uma delas.


Mais de 4.400 pacientes aguardam atendimento com um oftalmologista no município, segundo os dados encaminhados ao BSB2. São milhares de cidadãos que precisam de consultas, exames, diagnósticos e, em muitos casos, procedimentos capazes de preservar ou recuperar a visão.


Em meio a essa demanda, surgiu uma oportunidade concreta de ampliar o atendimento: uma carreta oftalmológica do Governo Federal, equipada para realizar consultas, exames especializados e cirurgias de catarata.


Entretanto, segundo informações recebidas pelo Portal BSB2, a Prefeitura de Cianorte teria informado que não possuía condições de receber a estrutura, declinando da oferta de atendimento à população.


A informação é grave e precisa ser oficialmente esclarecida.


Ministério da Saúde teria comunicado a impossibilidade de atendimento após manifestação da Prefeitura


Conforme as informações encaminhadas ao BSB2 por agentes públicos da prefeitura de Cianorte, durante a semana de 26 a 30 de outubro de 2026, o Ministério da Saúde teria comunicado à Regional de Saúde que Cianorte não receberia a carreta oftalmológica porque a administração municipal havia informado não possuir condições de acolher os serviços.


Ainda segundo o relato, seria necessário ajustar com o município o local de instalação da unidade e as datas de realização dos atendimentos.


O que falta esclarecer é se existiam outras exigências técnicas, sanitárias, estruturais ou operacionais que motivaram a decisão de declinio.


Até o fechamento desta matéria, o BSB2 não obteve acesso ao documento oficial que confirmaria a comunicação e os motivos apresentados pelo município. Mais ao que parece e foi nos informado as tratativas e a negativa teria se dado via comunicação telefônica entre Ministério da Saúde e a Prefeitura de Cianorte.


Mas, diante da dimensão da fila de espera, a pergunta é inevitável:


Como uma cidade que possui milhares de pacientes esperando atendimento oftalmológico pode abrir mão de uma oportunidade de ampliar os serviços de saúde?


Se a recusa for confirmada, não estamos diante de um simples problema burocrático. Estamos diante de uma decisão administrativa com possíveis consequências diretas para milhares de pessoas.



Enquanto Cianorte espera, outras cidades recebem consultas e cirurgias


A iniciativa federal existe e está em funcionamento.


Por meio do programa Agora Tem Especialistas, o Ministério da Saúde disponibiliza unidades móveis equipadas com profissionais, insumos e aparelhos para consultas especializadas, exames e procedimentos cirúrgicos.


Em Goiânia, por exemplo, a carreta oftalmológica realizou mais de 2.500 cirurgias e integrou uma operação que ultrapassou 5 mil pacientes atendidos durante seu período de funcionamento.


Em outubro, o Ministério da Saúde também divulgou atendimentos oftalmológicos em Magé, no Rio de Janeiro, incluindo avaliações, exames e cirurgias de catarata.


Isso significa que não estamos falando de uma promessa distante, de um projeto no papel ou de uma estrutura inexistente.


Estamos falando de um serviço público real, já utilizado em outras cidades brasileiras para reduzir filas e ampliar o acesso à saúde.


É importante esclarecer que o funcionamento dessas unidades exige organização local, encaminhamento de pacientes e cumprimento de requisitos operacionais.


Portanto, a alegação de falta de condições precisa ser detalhada antes de qualquer conclusão definitiva sobre a responsabilidade pela não realização dos atendimentos.


A população de Cianorte merece uma resposta. E merece agora!


O prefeito Marco Franzato e a Secretaria Municipal de Saúde precisam esclarecer publicamente o episódio.


Não basta uma resposta genérica de que o município não tinha condições de receber a carreta.


  • Quais condições estavam faltando?

  • Um terreno?

  • Um estacionamento?

  • Energia elétrica?

  • Abastecimento de água?

  • Estrutura de apoio?

  • Equipes para encaminhamento de pacientes?

  • Recursos financeiros?

  • Ou foi questões políticas que ultrapassou as prioridades da saúde de nossa população?


Se havia obstáculos, quais providências foram tomadas para superá-los?


Houve tentativa de negociação com a Regional de Saúde ou com o Ministério da Saúde?


O que não é aceitável é deixar mais de 4.400 pacientes sem explicações enquanto uma oportunidade de atendimento especializado aparentemente deixa de chegar ao município.



A administração pública não pode tratar uma fila dessa dimensão como se fosse apenas uma estatística em uma planilha.


Por trás de cada registro existe uma pessoa. Existem idosos com dificuldades para enxergar, trabalhadores prejudicados em suas atividades, crianças que precisam de avaliações especializadas e pacientes que podem enfrentar agravamento de doenças oculares durante a espera.


A saúde não pode depender da conveniência administrativa.



BSB2 apresenta dez perguntas à Prefeitura de Cianorte


Diante da gravidade das informações, o Portal BSB2 considera indispensável que o prefeito Marco Franzato e a Secretaria Municipal de Saúde respondam:


1. A Prefeitura de Cianorte confirma que recusou ou declinou da possibilidade de receber a carreta oftalmológica do Ministério da Saúde?


2. Quem tomou essa decisão e em qual data? Foi ordem do Prefeito?


3. Qual foi a justificativa técnica, administrativa ou financeira apresentada ao Ministério da Saúde ou à Regional de Saúde?


4. Existe ofício, comunicado eletrônico ou outro documento formalizando a impossibilidade de receber a unidade? A Prefeitura tornará esse documento público?


5. Qual local havia sido considerado para a instalação da carreta e quais obstáculos impediriam seu funcionamento?


6. A Secretaria Municipal de Saúde realizou alguma tentativa de negociação para viabilizar os atendimentos?


7. Quantos pacientes poderiam ser beneficiados, considerando o período e a capacidade de operação previstos para a unidade destinada a Cianorte?


8. A Prefeitura solicitou uma nova data ou apresentou alternativa para que o município não perdesse a oportunidade?


9. Qual é o número oficial atualizado de pacientes aguardando consultas oftalmológicas e qual é o tempo médio de espera?


10. O que a secretária municipal de Saúde tem a dizer aos mais de 4.400 pacientes que continuam aguardando atendimento enquanto Cianorte, segundo as informações recebidas, deixou de receber uma estrutura federal especializada?



Uma questão de responsabilidade pública, não de disputa política


É necessário deixar algo muito claro.


Não importa se o recurso vem do Governo Federal, do Governo Estadual ou da própria Prefeitura. O cidadão não deve ser prejudicado por questões administrativas, divergências políticas ou falta de articulação entre os gestores públicos.


O dinheiro que sustenta o Sistema Único de Saúde pertence à sociedade.


O SUS não é propriedade de partidos políticos, prefeitos, governadores ou ministros.


É um direito da população brasileira.


Quando existe uma iniciativa destinada a reduzir o sofrimento de pacientes, o dever dos gestores públicos é procurar soluções para viabilizar o atendimento, e não simplesmente aceitar que a oportunidade seja perdida.


Se havia impedimentos legítimos, a população tem direito de conhecê-los. Se existiam alternativas que não foram consideradas, é necessário explicar por quê.


A verdadeira falta de visão pode estar na administração pública


Existe uma ironia dolorosa nessa situação.


Enquanto milhares de cidadãos de Cianorte aguardam atendimento para seus problemas de visão, o poder público municipal é questionado justamente por uma possível falta de visão administrativa.


Uma cidade que pretende ser referência regional precisa demonstrar capacidade de planejamento, articulação institucional e compromisso com os serviços essenciais.


Não adianta divulgar investimentos, inaugurações de praças, outros perfumarias e realizações se milhares de pessoas continuam esperando por uma consulta que pode significar a diferença entre preservar a visão e enfrentar limitações permanentes. Que adminstração ESPETACULAR com Secretários altamente técnicos em suas pastas é essa?


O caso merece acompanhamento do Conselho Municipal de Saúde, da Câmara de Vereadores, do MP e dos órgãos responsáveis pela fiscalização das políticas públicas.


E, sobretudo, merece transparência.



O BSB2 cobra explicações: quem decidiu que Cianorte não tinha condições?


A pergunta que fica não é apenas por que a carreta não veio.


A pergunta central é:


Quem decidiu que Cianorte não teria condições de receber um serviço capaz de beneficiar parte dos milhares de pacientes que aguardam atendimento oftalmológico? Foi a Secretária de Saúde? Foi o Prefeito? Quem foi?


A Prefeitura precisa apresentar documentos, justificar a posição atribuída à administração municipal e explicar se ainda existe possibilidade de reverter a situação.


Porque, se for confirmado que o município deixou de receber os serviços sem ter esgotado as alternativas disponíveis, estaremos diante de uma decisão que merece severa cobrança pública e administrativa.


Cianorte não pode continuar assistindo à ampliação de atendimentos especializados em outras cidades enquanto seus próprios moradores permanecem nas filas do SUS.


A população não precisa de desculpas genéricas.


Precisa de médicos, consultas, exames, cirurgias e resultados.


Mais de 4.400 pacientes não podem ser tratados como invisíveis.


E a administração municipal precisa compreender uma verdade elementar:


Quando o assunto é saúde pública, falta de planejamento não pode se transformar em falta de atendimento.


É uma vergonha para Cianorte se uma oportunidade dessa importância tiver sido perdida por incapacidade de organização do poder público...


O BSB2 continuará cobrando respostas e mantém espaço aberto para o posicionamento oficial da Prefeitura, da Secretaria Municipal de Saúde, da Regional de Saúde e do Ministério da Saúde.


A população de Cianorte tem o direito de saber o que aconteceu. E quem responde por essa decisão.



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